CULTIVAR RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS  É   FAVORECER A SAÚDE MENTAL

01-01-2019  por Rogener Almeida Santos Costa

O que você acha do modo como se relaciona com os amigos/as, parceiros/as e colegas? Você tem dificuldade em  manter a harmonia em seus relacionamentos? É daquelas pessoas que se envolve em conflitos frequentes? Não consegue interagir com os colegas de trabalho de forma confiante? Qual a qualidades dos diálogos que participa? De fato, não é tão simples evitar os conflitos entre as pessoas da nossa intimidade ou entre os colegas de trabalho, por muitos motivos, entre eles porque nossa singularidade e a dos demais nos faz estranhos em muitos aspectos, o que pode gerar incompreensões, julgamentos precipitados e impaciência no trato. Há o agravante que nessa sociedade, as pessoas estão constantemente atropeladas pelas suas  próprias urgências e exigências egocêntricas.  A velocidade das informações e das mudanças culturais vertiginosas provoca a sensação constante de falta de tempo. Por outro lado, a sobrecarga no trabalho e as demandas do consumo tornam as pessoas escravas de si mesmas, ocupando todo o seu tempo na correria para produzir ou consumir.  Isto torna o cotidiano frenético e, muitas vezes, transforma os relacionamentos interpessoais em contatos limitados, escorregadios e, por vezes, tumultuados.

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São muitos os fatores que interferem na qualidade das relações. Nessa reflexão, destacamos: a falta de tempo para o outro, a falta de escuta, a falta de comunicação e a falta de respeito. O tempo é algo precioso que deve ser compartilhado com as pessoas importantes em sua vida. É necessário planejar e  definir o espaço/tempo para estar com as pessoas importantes em seu círculo de relacionamentos. Assim será possível conhecer suas necessidades e posicionamentos. Priorizar tempo para conviver é uma condição para promover uma escuta atenta  e profunda. É nesse âmbito que será possível desenvolver uma atitude empática e compreensível. Somente escutando verdadeiramente o outro haverá a possibilidade de se aproximar de seu mundo,  que é sempre algo muito singular. Nessa perspectiva, haverá condições para o respeito àquilo que é próprio de sua “estranheza”. Mesmo que não seja possível compreender sua perspectiva, será possível aceitar seu direito à diferença e acolher amorosamente. É impossível haver uma compreensão plena da perspectiva do outro porque suas vivências, percepções e sentimentos são frutos de sua história única, no entanto, é pela partilha de um tempo comum e pela disponibilidade para a escuta atenta que surgirão conexões para uma comunicação pautada em um diálogo autêntico.

Visando elevar a qualidade das relações interpessoais em quaisquer âmbitos, propõe-se a adoção de diálogos que se sustentem em uma atitude ativa e construtiva. A proposta é partir de uma escuta atenta e empática, de modo a demonstrar interesse, entusiasmo e alegria quanto ao que o outro manifesta. É fundamental procurar esclarecer quaisquer dúvidas de maneira direta, espontânea e aberta, fazendo perguntas diretas e objetivas. O clima de bem-estar será mais favorecido, quando os envolvidos na interação deslocarem o foco do diálogo para os aspectos positivos, expressando  atitudes acolhedoras e expandindo as emoções agradáveis. É fato que entre os fatores de proteção  ou de risco para a saúde mental muito impactantes estão as relações vivenciadas pelas pessoas em sua vidas amorosa, familiar ou laboral. Cada indivíduo precisa se colocar como agente na qualificação dos seus relacionamentos, assumindo o compromisso com a promoção do  bem-estar pleno, o que inclui a saúde física e psíquica.

Autora

Rogener Almeida
Psicóloga
Analista Existencial
Logoterapeuta
Doutoranda Psicologia Social

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