Como você está educando seus filhos e suas filhas?

01-08-2017  por Rogener Almeida Santos Costa

É bem comum ouvirmos pais e mães afirmarem em tom aflito que não sabem mais como educar os próprios filhos. Alguns chegam a dizer algo assim:  “ - Eu realmente já não sei o que dizer para o meu filho, ele não aceita os meus valores”. Os psicólogos, psicopedagogos e pedagogos são muitas vezes consultados como se fossem um oráculo com as respostas prontas. Muitas orientações são apresentadas nos meios de comunicação e escolas. E não funcionam porque a educação familiar é algo que extrapola roteiros pré-estabelecidos, especialmente em tempos como os nossos, onde as mudanças são contínuas, rápidas e profundas em todas as esferas da vida.

A educação de uma criança ou adolescente ocorre em espaços multideterminados pelos fatores econômicos, sociais, geográficos, culturais e psicológicos, os quais afetam a organização e a estrutura dos modelos familiares. São diversas as configurações, incluindo arranjos diversos: recompostas, monoparentais, homoparentais. Nesse âmbito, estão famílias reorganizadas com filhos oriundos de relacionamentos anteriores, com avós que assumem paternidade ou maternidade dos netos, tios e tias que se colocam como substitutos de pai ou mãe. Nessa pluralidade toda se entrecruzam valores e crenças que se chocam e quase nunca se integram, pela falta de efetivos intercâmbios comunicativos e sentimentais. O que prevalece em nossos tempos é a heterogeneidade familiar e diante disso não se pode supor que um modelo de educação familiar definido externamente ao grupo possa funcionar e atingir os resultados necessários.

Em meio a essa complexidade, convém enfatizar que a sociedade espera que a família integre, apoie, eduque e desenvolva seus membros para que possam obter uma satisfatória inserção laboral e social. Isso indica que,  apesar de todas as mudanças ocorridas nas configurações e dinâmica familiar, é notória a importância da educação familiar na constituição da personalidade do sujeito por ser um espaço privilegiado para as interações interpessoais mais precoces e marcantes que o sujeito experimenta.

A desvalorização de princípios e tradições que correspondiam a valores para as gerações passadas aumenta as dificuldades  no processo educativo contemporâneo dentro das famílias. Não obstante, a falta de parâmetros definitivos nessa questão da formação dos filhos, muitos estudos, como os de Gomide (2014) têm enfatizado  a relevância de determinadas  estratégias  que foram chamadas de Práticas Educativas Positivas, entre as quais destacamos: Monitoria Positiva, que diz respeito a atenção, supervisão, controle dos filhos, estabelecimento de regras,  diálogo, apoio e  expressão da afetividade nas interações cotidianas, bem como o Comportamento Moral a partir da vivencia da empatia, do senso de justiça, do exercício da liberdade e da responsabilidade,  da reciprocidade, da moral pró-social, da dignidade e da tradição. Para que isso ocorra é necessário priorizar a convivência, pois somente aí haverá trocas e envolvimento afetivo entre o adulto e a criança ou o adolescente.

Enfatizamos aqui o posicionamento de uma experiente psicoterapeuta austríaca Elisabeth Lukas (2010). Ela afirma que os três os maiores recursos que alguém pode oferecer dentro de um relacionamento afetivo e que de fato vai impactar fortemente a qualidade da convivência são estes: o tempo, a escuta e o respeito. Deixamos aqui os questionamentos: Se o seu tempo fosse representado por uma pizza, qual o tamanho da fatia destinada ao convívio com os filhos? Esse tempo é empregado com uma atenção especial e um diálogo atento que favoreça o desenvolvimento da consciência da criança? Há reconhecimento da singularidade de cada uma e há respeito às diferenças? Você acredita que suas ações podem ser motivo de orgulho para o seus filhos e filhas? Precisamos lembrar que a influência mais forte que educação familiar pode dar é o exemplo vivido.

Autora

Rogener Almeida
Psicóloga
Analista Existencial
Logoterapeuta
Doutoranda Psicologia Social

Assuntos

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